quinta-feira, 12 de novembro de 2015

As três maiores razões para Cristo amar você por Mark Jones


Se um pregador tivesse apenas um sermão para pregar a incrédulos, provavelmente ele pregaria algo que seguisse o padrão apostólico do livro de Atos. Mas, e se ele tivesse a chance de dar apenas uma mensagem para aqueles que são cristãos? Aqui, naturalmente, há muito mais liberdade.

Normalmente, quando estou diante de uma situação em que, nessa vida, talvez eu não veja novamente os cristãos com quem estou falando, eu lhes conto sobre as verdades que têm importância especial para os cristãos, como o amor que Cristo tem por sua igreja (Ef 3.19).
Os puritanos às vezes têm uma fama ruim por sua teologia, em especial na áreas da segurança da salvação. Ainda assim, eu consegui segurança completa da salvação ao ler um puritano, Thomas Goodwin. Nenhum escritor continental me deu um senso do amor de Cristo por mim da forma como Goodwin fez quando, pela primeira vez, eu o li tratando sobre o coração de Cristo nos céus voltado para os pecadores na terra.
Assim, se você me perguntar sobre que tópico eu falaria a cristãos se tivesse apenas um estudo/sermão, provavelmente o foco seria o amor de Cristo pela igreja. De fato, recentemente eu tive o privilégio de falar sobre o amor de Cristo por sua noiva no Brasil, quando me pediram para dar um estudo bíblico improvisado.
Como você (cristão) sabe que Cristo te ama? Como você pode ter certeza de seu amor por você? Abaixo estão aquelas que creio serem as três maiores razões para Cristo amar você.
1. O mandamento do Pai ao Filho. O Pai deu a Jesus um mandamento perpétuo de amar pecadores (ver Jo 6.37-40; Jo 10.15-18; 15.10). Jesus permanece no amor do Pai ao amar os pecadores. Não pode haver maior influência que leve o Filho a amar-nos, miseráveis pecadores, que o mandamento do Pai. Cristo deixar de nos amar seria, na verdade, deixar de amar seu Pai.
Pense nas palavras de Cristo a Pedro em João 21.15-17. Cristo pergunta três vezes a Pedro: “Você me ama?”. Pedro demonstrará seu amor por Cristo ao apascentar as ovelhas de Cristo. Agora, pense no Pai perguntando ao Filho: “você me ama?”. Filho: “Sim, Pai, você sabe que eu te amo”. Pai: “Morra por minhas ovelhas, ame minhas ovelhas, alimente minhas ovelhas”.
Cristo mostra seu amor pelo Pai amando aqueles a quem o Pai lhe deu. Não pode haver maior prazer para Cristo que expressar seu amor por seu Pai. Isso tem implicações grandiosas para nós: significa que Cristo demonstrará seu amor pelo Pai amando-nos.
2. A obra do Espírito no Filho. Cristo possuía o Espírito sem medida (Jo 3.34). Ele é o homem do Espírito por excelência. Em sua entrada nos céus, Cristo recebeu um novo derramamento do Espírito no máximo grau possível para qualquer ser humano (At 2.33; Sl 45). Como misericordioso sumo sacerdote, exaltado nos céus, o Espírito produz graça e misericórdia em Cristo de uma maneira que supera até sua graça e misericórdia na terra. Portanto, Cristo, tendo o fruto do Espírito (Gl 5.22) é ainda mais paciente em relação os pecadores agora no céu que quando ele estava na terra. Isso explica parcialmente por que Cristo disse que era melhor que ele partisse do que ficasse (Jo 16.7).
Como Thomas Goodwin disse, “seus pecados o levam mais à compaixão que à ira”. Isso é o que significa Cristo ser um sumo sacerdote compassivo.
O corpo ressuscitado de Cristo possibilitou que ele recebesse não apenas um novo derramamento do Espírito sobre sua natureza humana no céu, mas corpo ressuscitado o capacitou a receber um derramamento ainda mais pleno sobre sua natureza humana no céu, como o Rei exaltado. Assim, Cristo é mais paciente, amoroso e misericordioso no céu (i.e., na glória) em relação a pecadores que quando ele estava em seu estado de humilhação.

3. O santo amor do Filho por si mesmo. Ao salvar e abençoar seu povo, Cristo está colhendo o fruto de sua obra pelos pecadores. Ele está mais preocupado com nossa salvação do que nós mesmos. Como um bom marido, Cristo ama sua esposa. Mas, lembre-se, ao amar sua esposa, ele está amando a si mesmo:
Assim, o marido deve amar sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama sua mulher, ama a si mesmo. Pois ninguém jamais odiou o próprio corpo; antes, alimenta-o e dele cuida; e assim também Cristo em relação à igreja; porque somos membros do seu corpo (Ef 5.28-30).
Por que Cristo privaria seu próprio corpo de graça? Eu posso ter certeza de que ele me amará porque eu pertenço a ele, e ele teria que odiar a si mesmo antes que pudesse odiar-me. Não importa o que recebemos como cristãos (graça, amor, bênção, etc.), podemos estar certos de que recebemos essas graças porque Cristo ama a si mesmo.
Cristo tem amor por mim, sei que a Bíblia diz assim:
1) Jesus deve amar pecadores para expressar seu amor por seu Pai.
2) Jesus será paciente e misericordioso comigo por causa do efeito do Espírito Santo sobre ele no Céu.
3) Jesus me amará porque ele é um bom marido, de forma que, amando-me mais, ele está se amando mais.
Se você é um cristão batalhando com a sua segurança, aqui, então, estão três razões abençoadas para ter certeza: Pai, Filho e Espírito Santo.
E sabe o que mais? Quantas dessas razões para Cristo nos amar têm algo a ver com as coisas que fazemos? As maiores razões para Cristo te amar são inteiramente dependentes do Deus triúno, não de nós, o que realmente é uma boa notícia.
A coisa mais estranha sobre parte da teologia que vem dos arraiais daqueles que afirmam enfatizar a graça em sua pregação e ensino é que eles nem sempre fazem um trabalho muito bom de expressar a rica teologia da graça encontrada nas Escrituras. Uma coisa é usar muito a palavra graça, outra bem diferente é expressar uma robusta teologia trinitariana da graça que enfatize a pessoa de Cristo de uma maneira que vá além dos slogans manjados.
Pessoalmente, eu estou feliz porque as três maiores razões para Cristo me amar não são qualificações em mim, mas coisas dependentes do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Traduzido por Josaías Jr/ Original aqui

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

PALAVRA AOS CRISTÃOS BRASILEIROS


A Bíblia fala constantemente de provações! Testes! Tentações!
Creio que agora está chegando um tempo das mais duras e estranhas provações!
A grande provação final! O teste definitivo. A Bíblia fala desses períodos sombrios, que cobririam a face da Terra no final dos tempos.
Será um tempo marcado por incredulidade, descrença e ceticismo! Você será tentado a não acreditar no poder de Deus, no sobrenatural. Satanás trabalhará para que não acredite em milagres, não acredite que as promessas de Deus (aquelas grandiosas e poderosas) são verdadeiras! E o pior, você será tentado a duvidar até da existência de Deus! Isso provocará um esfriamento enorme, uma inércia e completa estagnação no povo de Deus! Sua fé será bombardeada por todos os lados e será colocada à prova.
No entanto, se a semente que foi colocada no seu coração é de valor eterno, você resistirá todas essas batalhas! Se o verdadeiro Evangelho de Cristo consumiu seu ser e transformou sua vida, até mesmo esse duríssimo teste – que está presente e se intensificará ainda mais no futuro – até essa última grande provação porvir será vencida! Feche os seus olhos para esse mundo, ao menos um momento… Esqueça tudo à sua volta por algum tempo… Ignore os fatos, números e as sentenças humanas… Feche os olhos para tudo que é mundano e abra os olhos da fé! Contemple o Filho de Deus crucificado, morto e ressurreto; é Ele que detém o controle da História!
Ele há de guardar todos os Seus filhos – todos os Seus servos, que Ele comprou com Seu sangue – sem que nenhum deles se perca. Apenas confie! Entregue tudo que você é e tudo que você tem em Suas cuidadosas mãos. Fixe-se nas Suas gloriosas promessas e na Sua santíssima Palavra, pois ela não pode falhar. Lembre-se que foi Ele mesmo quem disse: “Passarão os céus e a Terra, mas a minha palavra não passará”. Mesmo que ninguém mais creia, mesmo que ninguém mais entenda ou acredite nas verdades bíblicas, na existência de um Deus soberano e em Suas profecias – que apontam para Sua volta – cumprir-se-á cada “jota” e cada “til” de tudo que a boca do Senhor falou.
Agora é hora de ter olhos apenas para Seu Filho: Jesus. Siga-O pela fé, no poder do Espírito Santo, crendo que: “Aquele que começou a boa obra em vós, é fiel para a completar”.
Paulo Júnior

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

JESUS CRISTO

Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.

1João 5:20
Falsos deuses, falsos senhores, falsos salvadores estão espalhados aos milhares por todo mundo. Milhões clamam por seus deuses diariamente, todavia, estariam eles certos? Receberiam eles respostas dos céus? Pois bem, a Bíblia afirma que não! Existe um só Deus, um só Senhor e um só Salvador: o nome Dele é Jesus Cristo, o Messias de Israel, o Santo Redentor! Há dois mil anos atrás Ele se fez carne, viveu uma vida inteira sem pecados – sem cometer um sequer – se entregou para ser morto em uma cruz, levando sobre si nossos pecados, para, no terceiro dia, ressuscitar triunfantemente dos mortos! Agora, Ele está sentado em um trono cheio de poder, cheio de glória, cheio de majestade! Ele governa todo o universo com exímia perfeição! Sabendo disso, prostremo-nos e adoremos o Cordeiro Santo de Deus! Coroai-o com muitas coroas, rendei graças a Ele, porque Ele é bom! Exultem os santos nos seus leitos, cantem de alegria os remidos, salmodiem e adorem todos, juntamente com os anjos do céu, Aquele que venceu a morte e reina para todo sempre! Esse é Jesus, o verdadeiro Deus e a vida eterna.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Dor na Alma- Paulo Júnior


A importância da amizade para a teologia por Mark Jones



Neste mundo, duas coisas são essenciais: uma vida saudável e a amizade… – Agostinho

Como nós desenvolvemos nossa teologia como cristãos que levam a sério o chamado de “crescer na graça e conhecimento de nosso salvador, Jesus Cristo”?

Em algumas ocasiões, tive o prazer de ouvir outros falando sobre o que lhes motiva quanto a isso. Provavelmente, todos nós temos alguns hábitos que têm sido particularmente úteis para nosso desenvolvimento teológico no decorrer de nossas vidas. Eu acredito que uma maneira de crescer no conhecimento de Deus é por meio da amizade.

Um dos melhores dons que Deus me deu são amigos que são mais espertos e mais teologicamente perspicazes que eu. Quando conversamos, eu posso ouvir como eles argumentam, raciocinam, pensam, etc. Interações pessoais nos dão algo que livros ou discurso online não podem oferecer.

Ao discutir ou debater um ponto teológico, um amigo pode oferecer uma contrapartida e você precisa, então, aprender a pensar por si só. Sem poder sair para ler um livro, você precisa ser capaz de justificar ou modificar sua opinião. Isso é “teologia em ação”. Afinal, nós devemos testar-nos no debate teológico quando não temos um livro ou o Google para nos resgatar. E, felizmente, seus amigos normalmente não citam longos parágrafos na sua cara – “Como Calvino diz…”. Tem coisa pior em uma discussão online que alguém colar uma citação gigante para provar seu argumento? Suponho que sim, mas ainda assim…

Além disso, com um amigo, vocês podem começar aparentemente discordando do outro, mas, após uma longa discussão (e – aham – distinções teológicas apresentadas!), vocês acabam percebendo que não estão tão distantes. Na verdade, você aprende que, às vezes, há diferentes formas de expressar a mesma verdade.

Ter a voz e os olhos de alguém diante de si é muito melhor que pixels numa tela. E mais: o bom de ter um amigo com quem discutir teologia é a liberdade de realmente botar tudo pra fora (i.e., argumentar) sem se preocupar se a amizade acabará se vocês terminarem discordando no fim. Alguns dos meus argumentos teológicos mais vigorosos foram apresentados aos meus melhores amigos. Eu adoro insultá-los, sabendo que 99% é afeição e 1% acidez.

Também devemos lembrar que amizade nos torna mais clementes em relação às diferenças teológicas daqueles que não conhecemos, mas discordamos teologicamente. Alguns caçadores de heresia provavelmente precisam sair mais e desenvolver amizades com pessoas de outras tradições teológicas. Há perigos, claro, mas eu creio que a amizade nos ajuda a ser lentos para criticar, especialmente nas conversas online.

Eu me pergunto se alguns cristãos têm quase todas as suas interações teológicas apenas com amigos via Facebook e Twitter, ao invés de face-a-face. Que tristeza se isso for tudo. Afinal, quando eu estou debatendo teologia com um amigo, eu preferiria ter a opção de oferecer mais de 140 caracteres e também de chamar-lhe de algo ruim, porém com um sorriso no rosto enquanto faço isso. Soltar um emoticon sorridente é simplesmente inapropriado ao debater teologia online, mas sorrir quando você chama seu amigo de “louco” parece natural e correto.

À luz disso, permita-me oferecer uma defesa da educação teológica formal em um seminário, e não online. Certo, às vezes, seminaristas são os parceiros de conversa mais irritantes. Eles têm muito mais zelo e arrogância que conhecimento – uma combinação perigosa. Mas as amizades desenvolvidos no seminário podem ter real valor teológico a longo prazo, e também a curto prazo, se houver a disposição de ouvir em vez de falar o tempo todo.

Busque amizades com aqueles que são mais inteligentes e piedosos que você, e você terá uma grande vantagem sobre os outros em seu desenvolvimento teológico. Quase toda vez que vou à reunião do Supremo Concílio da minha denominação – um ótimo lugar para amizade, discussão teológica e pastores esquisitos desfilando suas gravatas-borboletas – eu peço a Deus por uma nova amizade.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

MAGAZINE BYLAURA: MINHA LOJA ONLINE

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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Profissão: crítico de culto por Jason Helopoulos



Poucas coisas endurecem a alma, mortificam o coração, fecham os ouvidos e esfriam as afeições quanto isso. É uma das maiores armas de nosso adversário, embora poucas pessoas reconheçam. Poderíamos esperar que um inimigo assim seria óbvio, mas muitas vezes ele opera sutilmente nas sombras da mente e nas ruminações privadas do coração. Ainda há o risco ainda mais mortal de fingir santidade quando estamos encorajando o orgulho com a falsa impressão de que somos mais santos que outros devido ao nosso maior “discernimento”. Assumir o cargo de crítico do culto enfraquece e mata muitos adoradores em potencial nas igrejas, todos os Domingos.
Sendo bem honesto, poucos de nós entram na igreja com essa motivação consciente. Quão tolo seria acordarmos cedo no Domingo para ser o crítico de plantão. Mas assim que escolhemos nosso lugar no banco da igreja, nosso foco e motivação se escondem diante da voz que grita internamente “eles não estão fazendo isso certo!”, “eles não estão fazendo direito!” ou “eles não estão fazendo como eu faria”. E no meio disso tudo, deixamos de ser adoradores e passamos a ser os críticos.

Sem dúvidas, o cristão é chamado a ter discernimento na adoração. Muito do que se passa por adoração em nossos dias não deveria receber nossa aprovação. Paulo não tem problemas em identificar as práticas erradas da adoração da igreja de Corinto (1 Coríntios 11-14), Jesus é claro sobre o que é certo e errado na adoração (João 4) e a seriedade de Deus a respeito da maneira e dos meios pelos quais adoramos não poderia ser maior (Levítico 10). Entretanto, há uma tentação de se passar mais tempo na igreja avaliando do que confessando, julgando do que regozijando, criticando do que louvando e desafiando do que recebendo, quando há poucas razões para isso.

Essa armadilha é enorme e o nosso adversário se satisfaz com os resultados. O cristão deixa a igreja com a consciência satisfeita. Ele descansa por ter cumprido seu “dever semanal”, mas pouquíssima adoração foi praticada ou experimentada. Ao invés de se encontrar com Deus, ele fez o papel do cínico. Ao invés de ouvir a voz de Deus, ouviu as frágeis palavras do pregador. Ao invés de uma mente estimulada pela verdade, uma mente refestelada no criticismo. Ao invés de um coração movido por alegria, um coração endurecido pelo julgamento. Se eu ou você saímos da igreja após o culto e nossos principais pensamentos ou conversas consistem de preocupações, críticas e avaliações, é provável que tenhamos nos tornado um crítico, não um adorador.

Como lutarmos contra essa tendência? Primeiro, devemos lembrar a nós mesmos do grande privilégio da adoração comunitária. Meus amigos, estamos nos encontrando com o Deus Triúno do Universo. O Senhor da Glória está falando conosco, a graça de Cristo está sendo estendida a nós e estamos experimentando um pouco do que iremos ter para toda a eternidade. Nada na igreja é mais significante, monumental e notável do que a realidade de que Deus decide se encontrar conosco por Sua Palavra e Espírito semanalmente. A adoração comunitária é o ponto alto da semana do cristão. Qualquer coisa que diminua isso é um inimigo.

Em segundo lugar, a intencionalidade ajuda muito a lutar contra a avaliação crítica desnecessária. Comece no Sábado a noite, separando um tempo de oração e leitura da Bíblia para amolecer seu coração para o santo encontro do dia seguinte. No Domingo, acorde cedo o suficiente para encontrar com o Senhor, de forma a ter seu coração movido pela afeição por Ele antes mesmo de entrar no prédio do culto. Ao escolher seu lugar e se sentar, lembre-se que, acima de tudo, a adoração é um encontro entre Deus e o Seu povo. Você não está aqui para ser o juiz ou questionar a motivação dos outros. Você se deslocou até esse lugar, nessa hora, para se encontrar com o Deus Vivo e Verdadeiro do céu e da terra. Que deleite! Conforme a música começa, mesmo se não for da sua preferência, busque meditar nas palavras que você está cantando. Deixe que suas afeições sejam estimuladas conforme você pensa e medita sobre Ele. Quando as orações forem feitas, busque manter seus pensamentos nEle. Diga “amém” algumas vezes na sua mente quando concordar com as palavras que estão sendo ditas na oração comunitária. Enquanto o sermão é pregado, peça a Ele que exponha seu coração, remova o pecado onde ele for encontrado e te dê conforto onde for necessário. Quando estiver voltando para casa depois, converse sobre como o culto ou o sermão te impactaram. Limite as críticas e foque na discussão de como a Palavra pregada, cantada, lida, confessada e orada naquele dia moldou e enriqueceu o seu próprio entendimento da vida com Cristo. E ao longo da semana, medite nessa Palavra e se atente a como o Senhor está te conformando mais e mais à imagem de Cristo.

O criticismo pode prejudicar e ferir o adorador. Devemos todos buscar mantê-lo dentro dos limites saudáveis. Talvez seja o caso de você frequentar uma igreja onde a Palavra não é pregada, os Sacramentos não são administrados corretamente e não há, de fato, adoração. Se esse é o caso, é hora de partir. Entretanto, se você é parte de uma igreja onde a Palavra é pregada, os Sacramentos são administrados corretamente e a adoração está presente, então se deleite em adorá-Lo. Você está se encontrando com o Deus Soberano do Universo, não deixe que o nosso adversário te tente a fazer algo menor que isso. O crítico de culto se coloca como juiz acima de tudo e de todos, mas o adorador fiel se ajoelha unido aos seus irmãos e irmãs humildemente perante o Rei.

Deixando as crianças escolherem… sua sexualidade? por John Kwasny




Um recente vídeo no YouTube apresentando a resposta de um pai californiano à decisão de seu filho de ter uma boneca viralizou, tendo milhões de visualizações até agora.  Se formos acreditar nos comentários deixados nesse vídeo de auto-promoção, esse homem está indicado ao próximo prêmio de Pai do Século.  O que ele diz para seu filho que é tão surpreendentemente sábio?  Bem, caso você não tenha visto ainda, permita-me preparar o cenário:  o pai e o filho vão à loja para devolver um brinquedo repetido que o garoto ganhou de aniversário.  Então, o que o garoto escolhe?  Uma boneca da pequena sereia!  Essa escolha singular provoca a seguinte resposta do pai: “Isso aí, Uhu!!”Ele esta emocionado porque seu filho fez tal escolha corajosa!  Então, nosso querido pai prossegue compartilhando sua filosofia de criação de filhos com o mundo: Ele apoiará toda e qualquer decisão que seus filhos fizerem.  Ele os amará, não importa o que aconteça.  E ele até apoiará eles quando eles fizerem escolhas a respeito de sua sexualidade.  Em outras palavras, se seu filho quer escolher “coisas de agora” ou mesmo tornar-se mulher algum dia, esse pai é totalmente a favor.  Obrigado, Bruce Jenner!
Claro, esse mentalidade já existe por décadas.  Mas, nos bons e velhos tempos, esse pai teria sido zombado e chamado de maluco por muitos.  Hoje, ele é considerado legal, compassivo, mente-aberta e corajoso – até um homem de verdade.  Assim, nele e em sua mensagem, nós temos uma convergência de dois enganos satânicos a respeito da criação de filhos: (1) Que amor significa apoiar todas as decisões dos nossos filhos, e (2) que nossos filhos são inerentemente bons, logo sabem o que é melhor para eles.  Vamos analisar esses dois mitos separadamente…
Primeiro, essa geração de pais tende a definir “amor” como nunca ter de dizer “não” para seus filhos.  O pior pecado é fazer seu filho infeliz – ou pior, eles não gostarem de nós!  Assim, nós deixamos nossos filhos escolherem suas comidas, suas roupas, suas atividades, suas agendas – e agora, sua sexualidade.  Quarenta anos atrás, os pais eram ensinados que a maior prioridade era construir a autoestima de seus filhos.  Bem, esse conselho equivocado evoluiu e transformou-se no desejo de destruir qualquer obstáculo à felicidade da criança.
Segundo, os pais de hoje parecem ter abraçado de vez a crença de que seus filhos são essencialmente bons.  Em vez de considerar a verdade do pecado original e da depravação total, geralmente as crianças recebem diversas desculpas para suas más escolhas e comportamento ruim.  Se eu ganhasse um níquel para cada vez que eu ouvisse “ele é basicamente um bom garoto, sabe?” (mesmo entre cristãos), eu teria uma tonelada de níqueis.  Assim, se seus filhos são bons e sabem o que é melhor para eles, eles também sabem que forma de sexualidade é a melhor para eles, certo?  Afinal, quem pode dizer a alguém quem ou o que ele deve amar?  Isso seria quase abuso infantil!  Se meu filho quer uma boneca da Pequena Sereia, ótimo para ele, porque ele (não o pai) sabe o que é o melhor.
A propósito, os “mente-aberta” e progressivos entre nós estão prestes a cair num grande dilema lógico.  Por anos, temos sido ensinados que não podemos escolher nossa sexualidade – nós nascemos ou heterossexuais, ou homossexuais ou algo mais.  Mas, de repente, as pessoas podem não apenas escolher sua preferência sexual, mas até seu gênero.  O que é isso?  Se é uma escolha, então nós podemos dizer aos homossexuais que eles podem escolher ser heterossexuais?  (Eu sei, eles tentarão sair desse dilema dizendo que só podemos escolher o que nós já somos…)
Eu espero que você entenda que isso é muito maior que apenas dizer aos nossos filhos que eles não deveriam brincar com bonecas.  Nós já passamos disso há tempos.  Em vez disso, como pais cristãos, devemos ativamente ensinar nossos filhos aquilo que a Palavra de Deus diz sobre gênero e sexualidade.  Eles devem aprender que Deus criou homem e mulher à Sua imagem.  Eles devem aprender que somente Deus dita quem eles devem amar e casar, assim como os limites do comportamento sexual.  Não é suficiente assumir que eles aprenderão tudo isso por conta própria.  A cultura está muito saturada com mentiras sobre gênero e sexualidade – e está gritando para eles, em alto e bom tom.
Em última análise, nossos filhos devem ouvir sempre que eles são pecadores com corações tolos.  Deixar nossos filhos tomarem suas decisões sobre gênero e sexualidade não é amar – essa é a definição do dicionário para negligência parental.  Nossos filhos precisam de pais que amorosamente os ensinarão (assim como oferecerão exemplos) o gracioso propósito de Deus para homens e mulheres!

Coragem cristã por John Piper

Coragem cristã é a vontade de dizer e fazer a coisa certa sem se importar com o custo terreno, porque Deus promete lhe ajudar e salvá-lo na conta de Cristo. Um ato demanda coragem se a probabilidade de ser doloroso for alta. A dor pode ser física, como em guerras e operações de resgate. Ou a dor pode ser mental, como em confrontos e controvérsias.
Coragem é indispensável por espalhar e por preservar a verdade de Cristo. Jesus prometeu que a difusão do evangelho encontraria resistência: “Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome.” (Mateus 24:9). E Paulo avisou que, mesmo na igreja, a fé à verdade passaria por apuros: “Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles.” (Atos 20:29-30; veja também 2 Timóteo 4:3-4).
Portanto, o verdadeiro evangelismo e o verdadeiro ensino vão demandar coragem. Fugir da resistência no evangelismo ou no ensino desonra Cristo. Há um tipo de covardia que fala apenas as verdades que são seguras para serem faladas. Martinho Lutero coloca a questão da seguinte forma:
Se eu professo com a voz mais alta e exponho da forma mais clara cada porção da verdade de Deus exceto precisamente aquele pequeno ponto que o mundo e o diabo estão naquele momento atacando, eu não estou confessando a Cristo, embora eu esteja professando ousadamente a Cristo. Onde a batalha aperta é que a lealdade do soldado é provada, e ser constante em todos os campos de batalha além desse é inútil se o soldado vacila neste ponto. (Citado em Parker T. Williamson, Standing Firm: Reclaiming Christian Faith in Times of Controversy [Springfield, PA: PLC Publications, 1996], P. 5)
De onde, então, devemos tirar essa coragem? Considere as sugestões abaixo.
DE SERMOS PERDOADOS E SERMOS JUSTOS – “E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados.” (Mateus 9:2).
DE CONFIARMOS EM DEUS E ESPERARMOS NELE – “Sede fortes, e revigore-se o vosso coração, vós todos que esperais no SENHOR.” (Salmos 31:24; veja também 2 Coríntios 3:12).
DE SERMOS CHEIOS DO ESPÍRITO – “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus.” (Atos 4:31).
DA PROMESSA DE DEUS ESTAR COM VOCÊ – “Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo por onde quer que andares.” (Josué 1:9).
DE SABER QUE AQUELE QUE ESTÁ COM VOCÊ É MAIOR QUE O ADVERSÁRIO – “Sede fortes e corajosos, não temais, nem vos assusteis por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele; porque um há conosco maior do que o que está com ele.” (2 Crônicas 32:7).
DE TER CERTEZA QUE DEUS É SOBERANO SOBRE AS BATALHAS – “Sê forte, pois; pelejemos varonilmente pelo nosso povo e pelas cidades de nosso Deus; e faça o SENHOR o que bem lhe parecer.” (2 Samuel 10:12).
POR MEIO DA ORAÇÃO – “No dia em que eu clamei, tu me acudiste e alentaste a força de minha alma.” (Salmos 138:3; veja também Efésios 6:19-20).
DO EXEMPLO DOS OUTROS – “e a maioria dos irmãos, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar com mais desassombro a palavra de Deus.” (Filipenses 1:14)
Ansiando por ser firme com vocês,
Pastor John
Copyright 1999 John Piper. Used by permission. www.desiringGod.org
Traduzido por Daniel TC | iPródigo

Um Recado Para Você


A Reforma nos deu um lugar à mesa por Kevin DeYoung

Junto com a justificação, não houve questão mais ferozmente debatida durante a Reforma que a doutrina da Ceia do Senhor. Embora os reformadores nem sempre concordassem entre si quanto ao significado da Ceia, eles estavam unidos em sua oposição à noção católica romana da transubstanciação. Usando as categorias de Aristóteles, os teólogos católicos ensinavam que a substância do pão e do vinho eram mudados, enquanto os acidentes permaneciam os mesmos. Assim, os elementos eram transubstanciados nos verdadeiros corpo e sangue de Cristo, mas ainda permaneciam com a aparência externa de pão e vinho.
De acordo com o ensino católico, quando Jesus pegou o pão e disse “este é meu corpo”, ele quis dizer “esse pedaço de pão é minha carne física, real e genuína”.Todos os reformadores concordavam em ridicularizar essa posição como absurda (John Tillotson, pregador do século XVII, foi o primeiro a especular que havia uma conexão entre a frase em latim hoc est corpus meum [“este é meu corpo”] e fórmula mágica hocus pocus). Protestantes tem concordado que Jesus estava empregando uma figura de linguagem no cenáculo. Assim como “eu sou o bom Pastor” não significava que Jesus cuidava de animais que fazem “béé”, “eu sou a porta” não significava que Jesus funcionava com dobradiças, e “aquele que crê em mim… do seu interior fluirão rios de água viva” não significava que os discípulos iam jorrar H20 por uma válvula, da mesma forma, “este é meu corpo” não significava que “esse pedaço são minha carne e osso aristotelicamente definidos” (cf. 1 Co 10.4).
Lutero e seus seguidores rejeitaram a transubstanciação, mas eles não rejeitaram completamente a real presença física de Cristo. Ao afirmar a consubstanciação, luteranos tem defendido que, embora o pão permaneça verdadeiro pão e o vinho, verdadeiro vinho, ainda assim a presença física de Cristo também está presente “em, com e sob” os elementos.
Uma terceira visão da Ceia do Senhor, chamada de visão memorial, é frequentemente atribuída a Ulrich Zwínglio, embora não esteja claro se isso captura todo o seu pensamento. Nessa visão, a comunhão é simplesmente um banquete de lembrança. Não há nada místico e não há presença real para criar polêmica. O pão e o vinho permanecem os bons e velhos pão e vinho. Eles servem como um lembrete do sacrifício de Cristo, um memorial a sua morte por nossos pecados.
A quarta visão – e, para mim, a visão correta – é normalmente associada com João Calvino. Calvino acreditava que a Ceia era um banquete comemorativo, mas ele cria que também era um baquete de comunhão. Ele acreditava em uma presença real, uma presença espiritual real, pela qual nós banqueteamos em Cristo pela fé e experimentamos sua presença por meio do ministério do Espírito Santo. Como o Catecismo de Heidelberg afirma, pela fé, “nós participamos do Seu verdadeiro corpo e sangue” (Q. 79).
Ninguém duvida que a Ceia do Senhor seja, pelo menos em parte, um memorial. Nós relembramos a Última Ceia e relembramos a morte de Cristo (1 Co 11.23, 26). E, quando relembramos sua paixão no passado, proclamamos sua morte até que ele venha no futuro. Mas a Ceia do Senhor é mais que mera cognição mental. 1 Coríntios 10.16 diz: “Porventura o cálice de bênção, que abençoamos, não é a comunhão (koinonia) do sangue de Cristo? O pão que partimos não é porventura a comunhão (koinonia) do corpo de Cristo?”. Quando bebemos do cálice e partimos o pão, participamos e temos comunhão com o corpo e sangue de Cristo. Somos unidos a ele e experimentamos uma profunda e espiritual koinonia com ele. Obtemos o alimento espiritual que vem dele (Jo 6.53-57) e, como crentes, unimo-nos ao redor dele (1 Co 10.17). Cristo está verdadeiramente presente conosco na Mesa.
Uma Refeição, Não um Sacrifício
Tão importante quanto entender o significado da Ceia do Senhor é entender que é uma ceia o que estamos celebrando. O banquete sacramental é uma refeição, não um sacrifício. A última sentença do parágrafo anterior é essencial, não somente por causa da primeira cláusula (sobre a presença de Cristo), mas também por causa da última palavra. Ao celebrar a Comunhão, nos achegamos a uma mesa, não a um altar. Dentre todas as redescobertas críticas da Reforma, é fácil ignorar a importância de recuperar a Ceia do Senhor como uma refeição pactual (não uma re-apresentação da morte expiatória de Cristo) com todos os elementos (pão e vinho) distribuídos a cada crente (não mais negando o cálice aos leigos). A Ceia do Senhor funciona como uma mesa de família em que podemos desfrutar de comunhão uns com os outros e com nosso Anfitrião, participando do rico banquete de bênçãos compradas para nós na cruz.
Eu temo que em igrejas demais a Ceia do Senhor é ou celebrada com tão pouca frequência que é quase esquecida, ou celebrada com tal monotonia irrefletida que as pessoas a toleram, em vez de apreciá-la. A Ceia do Senhor deveria alimentar e fortalecer-nos. O Senhor sabe que nossa fé é fraca. É por isso que ele nos deu sacramentos para ver, provar e tocar. Tão certamente quanto você pode ver o pão e o cálice, assim também é certo o amor de Deus por você através de Cristo. Tão certo quanto você mastigar a comida e beber a bebida é o fato de Cristo ter morrido por você. Aqui na Mesa a fé torna-se vista. Os simples pão e vinho fornecem segurança de que Cristo veio por você, Cristo morreu por você, Cristo está vindo de novo por você. Sempre que comemos do pão e bebemos do cálice, não somente re-proclamamos a morte do Senhor até que ele venha outra vez (1 Co 11.26), nós também re-convencemos a nós mesmos da provisão de Deus na cruz.
Não diminua os auxílios visuais preferidos de Deus – batismo e Ceia do Senhor – e passe direto para os vídeos, teatros e adereços que chamam a atenção das pessoas. Que erro pensar que esses “sinais e selos” serão de alguma forma tão eficazes quanto aqueles instituídos pelo próprio Cristo. Pastores que ignoram os sacramentos ou nunca instruem a congregação a entender e apreciá-los estão privando o povo de Deus de um tremendo encorajamento em sua caminhada cristã. Que bênção é ouvir o evangelho e também comê-lo.
É claro, este comer e beber deve ser realizado em fé para ser eficaz. Os elementos em si não nos salvam. Mas, quando os comemos e bebemos em fé, podemos ter certeza de que recebemos perdão de pecados e vida eterna. Mais do que isso: nós recebemos uma imagem de nossa união com Cristo. Ao comermos o pão e bebermos do cálice, temos comunhão com ele, não arrastando Cristo do céu, mas experimentando sua presença por meio do Espírito Santo. Não cheguemos à Ceia do Senhor com fastio e baixas expectativas. Se você derramar uma lágrima à Mesa, que não seja por tédio, mas por gratidão e puro assombro e deleite. “De joelhos em adoração, em gozo e paz sem fim, com gratidão hei de clamar: ‘Por que escolheste a mim?’”.